Exploração vitivinícola no Vale do Zêzere cada vez mais perto de se tornar realidade
Decorreu, hoje, no Auditório Municipal de Pampilhosa da Serra, a sessão de apresentação do potencial vitivinícola do concelho, nomeadamente de uma área 100 hectares situada na zona Vale do Zêzere, na Freguesia de Portela do Fojo – Machio.
O estudo para a exploração vitivinícola nesta zona, tem vindo a ser desenvolvido em estreita parceria entre o Município de Pampilhosa da Serra, a CIM Região de Coimbra e a Escola Superior Agrária de Coimbra, sendo que, para Jorge Custódio, Vice-Presidente da Câmara Municipal, esta é uma oportunidade única de “fazer diferente”. “Mais do mesmo não resulta”, salientou o autarca, constatando que é preciso inverter a tendência de “investimento privado reduzido”, na área da floresta, que se tem verificado.
Nesse sentido, o que está em causa neste projeto, “a muito curto prazo”, é a “criação de um território com potencialidades para a exploração da vinha”, frisou Jorge Custódio, acrescentando que o poder central devia perceber que “este tipo de projeto pode fazer a diferença e ser replicado em alguns territórios”.
Para Jorge Brito, secretário-executivo da CIM Região de Coimbra, este é um “projeto multifacetado”, inserido no âmbito do Plano Intermunicipal de Combate às Alterações Climáticas, que vem “corporizar uma vontade política” e que tem como objetivo fundamental “criar e demonstrar soluções sustentáveis, capazes de equilibrar a rentabilidade dos espaços florestais e a prevenção de incêndios”. Para o dirigente, esta é igualmente uma “abordagem antropológica e sociocultural”, com um forte potencial turístico, e que já foi “alvo de candidatura a Fundos Europeus”. Jorge Brito salientou ainda que a exploração vitivinícola no Vale do Zêzere será uma das abordagens-piloto do FIREPOCTER, um projeto que foi “assinado na semana passada em Sevilha” e que, entre outros objetivos, prevê a “adaptação às alterações climáticas através da prevenção e gestão de riscos naturais em zonas rurais transfronteiriças”.
Manuel Nunes, docente da Escola Superior Agrária de Coimbra, teve ainda oportunidade de apresentar alguns dos desenvolvimentos do estudo de viabilidade técnico-económica para a instalação de vinha, no Vale do Zêzere. Os “antecedentes” e as “condições climáticas favoráveis”, levam o docente a concluir que “a vinha naquela encosta será uma mais-valia”. Manuel Nunes, expressou ainda que já foram identificadas várias castas que se podem adaptar às caraterísticas do território. “Há bastantes soluções a obter”, manifestou, dizendo ainda que o estudo desenvolvido pela ESAC está “no final da parte técnica”, sendo que a “questão económico-financeira” é o passo que se segue.
Na sessão estiveram ainda presentes a Diretora Regional do Centro do Instituto de Conservação da Natureza, Fátima Araújo Reis e Daniel Gomes, Administrador do Instituto Politécnico de Coimbra.

 

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