Passaram já 365 dias desde que este projecto viu a luz do dia.

O embrião deste projecto apareceu já há bastantes anos, quando o nosso companheiro neste actual projecto, o Luís Gonçalves, lançou um jornal digital com o nome de serrasonline. Foram uma ideia e um projecto arrojados, ainda praticamente nos primórdios da internet, que apenas era acedido por uma pequena franja de população que se interessava pelas novas tecnologias.

O projecto acabou por definhar e por ser descontinuado, por várias razões.

Este renascimento, tem a ver com a nossa ideia de lançar um jornal regional, como complemento do jornal convencional em papel da Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra, mas fortemente alicerçado nas redes sociais, agora tão omnipresentes em toda a nossa vida.

Também por razões, que não interessa aqui esmiuçar, entendeu a direção da Casa do Concelho, não constituir uma mais valia para a Casa e poder ainda a vir a prejudicar o jornal em papel.

Posição, da qual, desde o início discordámos frontalmente. No entanto como quando entendemos que a razão se nos assiste, não desistimos, continuámos a elaborar o projecto.

Com este já quase concluído, foi apresentado de forma apenas informal. A receptividade ao mesmo, não foi de facto muito entusiasmante, pelo que decidimos avançar a título particular.

Por essa altura erámos também Director Adjunto do jornal oficial da Casa do Concelho, o que eticamente era incorrecto, podendo até haver algum tipo de conflito de interesses. Decidimos pedir a demissão deste nosso cargo, para poder avançar com este novo projecto.

Quando esta ideia nos surgiu, devemos confessar que os nossos conhecimentos nesta matéria, eram quase inexistentes. Tivemos de socorrer-nos de algumas amizades. Como o projecto não avançava à velocidade que pretendíamos, é aqui que pedimos ajuda ao Luís Gonçalves, que de forma abnegada e mesmo no anonimato, deu um impulso muito importante ao mesmo.

Depois de várias trocas de impressões lança-nos então o desafio de avançarmos em conjunto, com um projecto mais abrangente, envolvendo toda a zona da Serra do Açor.

Pensámos muito no assunto, mas decidimos avançar, era um projecto que nos agradava e que poderia ser uma mais valia para a zona serrana.

Decidimos intitular o jornal como “Serras do Açor OnLine”. Foi-nos recusado este nome pelas autoridades competentes.

Já com o projecto praticamente concluído, ficámos sem nome. Foi decidido então ressuscitar, o jornal que havia sido interrompido.

Tudo teria tido um desenvolvimento tranquilo, mas existem sempre aqueles que pouco ou nada fazem, que por inveja, incapacidade ou despeito, apenas vivem para “colocar pedras na engrenagem” de quem algo faz. Rapidamente tudo o que foi bem feito é esquecido, concentram-se apenas em destilar fel e ódio, quando deveriam orientar esses esforços para algo produtivo para o bem comum.

Desde as queixas formais na ERC, à manipulação de indivíduos a quem a mãe natureza não favoreceu intelectualmente, ao boicote, tudo valeu para fazer com que este projecto não vingasse.

Enganaram-se redondamente. O projecto está vivo, os resultados estão visíveis.

Foram publicados artigos e entrevistas, muitas delas de alto nível, que deram voz a quem muito dificilmente a teria pelos meios existentes até então.

Pessoas que sabem pensar pela sua própria cabeças deram-nos testemunhos apoiando o projecto que se manterá vivo, dinâmico, interventivo, independente e até incomodo se contribuir para que a nossa região tire daí benefícios.

Durará, enquanto os mentores, que o pagam do próprio bolso, sem subsídios ou donativos de ninguém, acharem que constitui uma mais valia.

Esperamos manter-nos vivos e saudáveis durante mais alguns anos, para com o nosso pequeno contributo, que é a nobre missão de informar, devolver à nossa sociedade tudo aquilo que nos tem proporcionado.

Barata Lopes

 

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