"O Ministério da Administração Interna entendeu mandar imprimir os boletins mesmo antes do despacho do Tribunal Constitucional e veio a constatar-se que tal facto deu origem a que o “Primeiro nome que surgia no Boletim de Voto” era de um cidadão que não tinha cumprido o exigível para figurar nesse boletim. "

Por: Anselmo Casemiro Ramos Gonçalves. 

Votei hoje dia 24 de janeiro de 2021, na mesa um no Mercado Municipal de Pampilhosa da Serra, relativamente ao processo de votação tenho a referir que até ao momento em que votei apercebi-me de que tudo, mas mesmo tudo, estava preparado para que todo o processo pudesse correr bem.
Já o BOLETIM DE VOTO deixa-me sérias dúvidas a um cidadão consciente, letrado e sem dúvidas sobre em quem votar;
Coloco-me no papel de um cidadão “menos letrado”, com uma idade avançada e com alguma dificuldade de visão, é aqui que começa o meu pecado e passo a expor:
Quando as candidaturas à Presidência da República foram entregues no TRIBUNAL CONSTITUCIONAL, de certeza que teria de se aguardar pelo despacho dos Juízes do Palácio Raton, para que se pudesse em definitivo mandar imprimir os boletins de voto, tal não aconteceu. O Ministério da Administração Interna entendeu mandar imprimir os boletins mesmo antes do despacho do Tribunal Constitucional e veio a constatar-se que tal facto deu origem a que o “Primeiro nome que surgia no Boletim de Voto” era de um cidadão que não tinha cumprido o exigível para figurar nesse boletim. Outro problema.
O que se fez?
Manteve-se o Boletim de voto sendo que os votos que surgissem no primeiro elemento eram nulos. DE QUEM É A RESPONSABILIDADE DESTA SITUAÇÃO?
Primeiro responsável - O senhor Presidente da República e candidato a novo mandato, pela forma como geriu a marcação das eleições, encurtando o tempo para a devida atenção a estas situações, que não lhe podiam passar ao lado… O tempo o explicará…
Segundo responsável – O Ministério da Administração Interna pela forma descomprometida no cuidado no cumprimento da decisão do Tribunal Constitucional.
Gostaria agora de saber de facto quantos votos teve o cidadão que não podia constar no boletim de voto.
SÓ QUE FOSSE UM VOTO, O PAÍS TEM DE SABER QUEM É (SÃO) O (S) RESPONSÁVEIS, POR ESTE DESVIO À LEGALIDADE DEMOCRÁTICA. Não basta andar sempre com a Constituição na mão, é preciso Defendê-la. E não é o que me parece, pois nenhum candidato se referiu a esta situação em concreto. EU PECADOR ME CONFESSO.
À MULHER DE CÉSAR NÃO BASTA SÊ-LO É PRECISO PARECÊ-LO.

 

0
0
0
s2sdefault