UPVS Altera estatutos em A.G.

A União Progressiva de Vale Serrão, realizou Assembleia Geral Extraordinária, com o fim principal da alteração dos seus estatutos que datavam da data da sua fundação em 1956, para os adequar aos nossos tempos. Só em 1963 estes estatutos foram registados no Ministério da Administração Interna, não estando registados em Diário da República.

Apesar de terem havido já algumas alterações feitas em anos anteriores, devidamente registadas em acta, nunca os mesmos foram actualizados em locais devidos para que estivessem de acordo com a lei.

Devido à situação de pandemia que o país atravessa, esta assembleia foi realizada nas instalações desportivas da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez, sitas em Chelas, Lisboa, devido à casa do Concelho de Pampilhosa da Serra se encontrar em obras. Normalmente são feitas em Vale Serrão, local sede desta agremiação, a partir desta alteração.

A direcção agradece a disponibilidade desta associação, na pessoa do seu presidente Joaquim de Brito, um homem bem conhecido nos meios regionalistas, pois foi durante alguns anos presidente da Associação das Casas Regionais em Lisboa.

Outra peça fundamental nesta revisão foi a nossa conterrânea, Isabel Barata Ribeiro, de formação jurista e profissão advogada, que trabalhando “pro bono” os corrigiu e adequou devidamente, de forma a poderem cumprir todos os requisitos exigidos por lei.

Os estatutos foram aprovados por unanimidade dos presentes, alguns deles de forma virtual por vídeo conferência. Realidade a que teremos de nos habituar nestes tempos conturbados e que com certeza serão correntes num futuro muito próximo.

O outro ponto da ordem de trabalhos era sobre assuntos gerais. Houve inquirição da parte dos presentes relativamente à recuperação das casas ardidas durante o último incêndio. A direcção informou que em reunião com o Sr. Presidente da Câmara, estarmos ainda na fase dois que é a de comparticipação de valor parcial dividido entre proprietários e câmara e que depois na fase três haveria a comparticipação com materiais. Caso em que houvesse mais valia para a aldeia, ou as mesmas oferecerem perigo, seriam demolidas, ainda não estando definido quem suportaria os custos. Em caso de interesse publico teriam os proprietários de ceder estas habitações à câmara para proceder à demolição. Prevê-se uma demora considerável, na resolução da situação, e quase que arriscamos a dizer que adiadas para as “calendas gregas”.

Élia Rocha presidente em exercício desta colectividade agradeceu a presença de todos, que apesar dos tempos que atravessamos, se disponibilizaram para colaborarem e que demonstram que não desmobilizam e querem manter o regionalismo vivo e forte.

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