Não posso, não devo ficar em silêncio neste momento de preocupação. Li o artigo do Luís Gonçalves, cujo título aqui replico. A interrogação é minha.

Por:GONÇALVES, Anselmo Casemiro Ramos. Doutor em Geografia Física e Estudos Ambientais


De facto ao longo dos meses de pandemia de finais de fevereiro quando tudo se compunha para tal desiderato, até hoje, sempre, sempre vi os habitantes da vila e outros vindos de aldeias do concelho a descurar as regras básicas de segurança (máscara, desinfeção constante das mãos e afastamento pelo menos de dois metros em relação à pessoa com quem conversamos).
Ao longo dos meses de (final da primavera e verão), vi sempre descuidos muitos mais do que aqueles que cumpriam com as regras básicas de saúde (máscara, desinfeção das mãos e afastamento pessoal com dois metros), ouvi muitas vezes de cidadãos “donos do mundo”, a seguinte expressão: “Prof. Está com medo? Aqui não entra nada disso…” Eu uso máscara desde finais de fevereiro e cumpro escrupulosamente as regras básicas emanadas pela DGS-Direção Geral de Saúde, dentro e fora do meu domicílio.
O verão trouxe todo o tipo de pessoas à Pampilhosa da Serra, parece que nada aconteceu, nada de mais falso. Existiu nessa altura uma sensação de imunidade. Pois existiu, entrou o setembro e o outubro e eis que ai está, não há imunidade. Nunca disse, nem afirmei que o COVID-19 não entraria no concelho, tive sempre o cuidado para alertar pessoas do meu restrito ciclo de amizades que “era uma questão de tempo”. Pois claro, ai está e com “algum descontrolo”. Os Pampilhosenses nem sempre foram consequentes com as medidas de segurança, o artigo publicado no serrasonline.com “UTENTES DO MERCADO DA VILA NÃO CUMPREM” de 29 de outubro é sintomático sobre a forma e os comportamentos assumidos por todos “ou quase”, pelos vistos por pessoas com responsabilidade que deveriam dar o exemplo e não o fazem, “infelizmente”, na certeza porém, que sendo residente em Pampilhosa da Serra, aqui exerço a minha profissão, e nesse mercado de 29 de outubro ao ir buscar uma refeição take away, pelas 12H30m deparei-me com cidadãos que têm responsabilidade no fazer cumprir determinadas regras e leis a serem os primeiros a não utilizarem máscaras, nem manterem a distância de segurança “sistematicamente repetida pelas autoridades de Saúde Pública, vulgo DGS-Direção Geral de Saúde.

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