"O Regionalismo Pampilhosense não é, nunca foi, e o mais certo é nunca vir a ser um qualquer sítio vulgar ali para os lados de Alfama."


Os tempos são de mudança, a incerteza tomou conta das nossas vidas, o mundo entrou em convulsão muito por culpa de um inimigo invisível. Os tempos mudaram, e nós mudámos também.

O Regionalismo Pampilhosense, parece querer acompanhar os tempos. Não que seja muito do seu ADN, mas a adaptação a uma nova realidade parece ser a palavra de ordem dos que presentemente estão à frente da Casa Mãe de todas as Colectividades. No entanto bom senso precisa-se, discernimento é essencial, e acima de qualquer ideia, não vale tudo. Não basta querer impor, tem que saber-se adaptar às novas realidades, nomeadamente à sede de Redes Sociais.

Recentemente, com a criação do Jornal Digital SerrasOnline News, assistiu-se a um ataque desenfreado a pessoas e liberdades, como nunca se tinha assistido em quase 80 anos de Regionalismo Pampilhosense. Ameaças, não veladas, ameaças de facto. Aconteceu de tudo, jogos e decisões, cada uma mais inapropriada que a outra, e faltas de educação nas Redes Sociais, por pessoas que ao Regionalismo Pampilhosense nunca deram nada. Absolutamente nada.

Valeu tudo. Usaram-se pessoas, que pouco ou nada conseguem discernir, usaram-se projetos com identidade com Pampilhosense para fins pouco claros, e no final de forma inqualificável calaram  ostensivamente as vozes discordantes.

O exemplo mais triste, para não dizer abjeto e acéfalo, é o que foi feito no Grupo de Pampilhosenses e Descendentes no Facebook. Manipularam-se pessoas, fizeram-se intervenções, no mínimo de educação duvidosa, passaram ideias irrealistas. Nem os que intervieram têm no seu historial trabalho em prol do Regionalismo Pampilhosense, nem os visados estão a tão baixo nível para fazerem parte do exibicionismo destes pseudorregionalistas.

Pela mão dos mais altos dirigentes do actual Regionalismo Pampilhosense, a manipulação e a falta de respeito, tornaram-se uma ferramenta pouco saudável usada a troco de nada, mesmo não conhecendo de lado algum os visados, e tão pouco conhecendo o trabalho dos mesmos em prol das aldeias das Serras da Pampilhosa, ou mesmo em torno das instituições Pampilhosenses.

Quando a isso, respondemos, porque não o podemos fazer de outra forma, com distância e o desprezo  que nos merece todo e qualquer um que a troco de exibição resolve colocar em causa a nossa honestidade.

Mas, e porque nestas coisas há sempre um mas, pensamos sempre em Pampilhosa da Serra, do que nos une do que nos aproxima, e talvez por isso tardamos sempre em responder da mesma forma e com o mesmo intuito que nos atacam. Tememos sempre, porque o amor pelas serras é enorme, que a nossa resposta tenha mais de negativo do que  de proveito em favor do Regionalismo Pampilhosense. Mas sentimo-nos, porque somos filhos de gente melhor, dos que tentam aproveitar-se do Regionalismo para mostrar o seu grau de capacidade, que normalmente é baixo, e mesmo assim proliferam alegremente com ares de grandes senhores.

O Regionalismo Pampilhosense não é, nunca foi, e o mais certo é nunca vir a ser um qualquer sítio vulgar ali para os lados de Alfama. O Regionalismo Pampilhosense é elevação, é empenho, é amor pela serra mãe. O Regionalismo Pampilhosense, é tenacidade, é empreendedorismo, é capacidade de sofrimento pessoal para o bem coletivo, é algo que nos está na alma. O Regionalismo Pampilhosense, é dar tudo sem esperar nada em troca, e como no nosso caso, nem visibilidade.

(Editado em 11/06/2020 09:00H Reeditado em 12/06/2020 12:36 H)

Luís Gonçalves

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